As pessoas se olham, se atraem num instante inesperado. Troca de olhares que fazem milhões de pensamentos fervilharem suas mentes. Mas nenhum consegue fazer com que elas raciocinem naquele momento. É como se fosse um anestésico. Se apaixonam a primeira vista, pois seus corações batem com tanta intensidade... Depois, iniciam uma conversa que na verdade não tem tanta importância porque o coração quer mesmo é sentir o outro.
Lindo momento, contudo, infelizmente nos dias atuais isso parece ser banalizado.
A conversa da modernidade é um relatório do que faz, o que fez, quantos isso, quantos aquilo... como se para amar de verdade isso fosse mesmo importante, imprescindível. Como se pudéssemos quantificar, por preço no verdadeiro amor.
Entretanto, o amor é algo sublime que transpõe a razão, nos faz ser humanos dotados de compaixão. Na verdade, é ele que que nos separa da irracionalidade fria, porque aprendemos a sentir, chorar, sorrir pelos simples querer bem de alguém.
Mas por que será que não pode ser qualquer um que iremos amar? Força da atração, corpos semelhantes... alguma razão há sim, caso contrário todos que surgissem seriam o "par perfeito", a alma gêmea em potencial; e, sabemos que não é bem assim que esse fenômeno ocorre; tanto que há tantas pessoas passam desapercebidas por nossas vidas. Enfim, tudo nesta vida é formado de partículas com cargas neutras, positivas e negativas. Cargas de energia e com composição química que fazem a lei da atração e da repulsão.
Amar é a cura para todas as dores e frustrações. Não tem preço. É de graça, espontâneo.
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