quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

OS HOMENS E O PODER



Os homens são criados no poder do poder tudo a qualquer preço. O homem pode fazer tudo, faz parte do mundo, da força que dizem que só um homem pode ter. 
O homem que tem inteligência, intelectualidade e dinheiro é o super homem.
O homem que tem inteligência e intelectualidade é um filósofo. 
Um homem que tem só a intelectualidade é um sábio. 
Um homem que tem só a inteligência é um cientista. 
O homem que tem só o dinheiro é um empresário bem sucedido.
E o homem que pode ter tudo isso, mas isso não tem valor para si, é um artista. Brinca com as palavras, com as imagens, representação do mundo, sente a vida através das sensações mais verdadeiras possíveis e imagináveis por um leigo. 

Há homens que desperdiçam sua juventude acumulando riqueza e quando envelhecem percebem que o tempo passou e o dinheiro não compra a felicidade, o amor que tanto sonhara um dia ter. Tudo e todos se tornam mercadorias com prazo de validade.
Há homens que passam uma vida inteira querendo provar para si que têm um potencial intelectual acima da média e esquecem de aprender a lidar com seus semelhantes no mundo real e em cores. Entram no mundo das teorias e de lá nunca mais saem...
Há homens que para autoafirmarem sua masculinidade têm que ter várias mulheres e na verdade não têm capacidade de conquistar a mesma a cada dia para que a tenha até o último dia de suas vidas.  E acabam se perdendo no vazio, na insatisfação, na mecanicidade do sexo, das relações...
Infelizmente, todos os homens só descobrem o real valor da vida, da simplicidade, do amor quando estão dando seu último suspiro. Até então, só são meros apostadores.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Confessar é...







Todos os dias quando acordo, a vida se reafirma. 
Todas as noites quando vou dormir, meus olhos se fecham mas minha mente me leva mais longe... atravessa o tempo, o espaço, o mar, os continentes e repousa nas lembranças do teu olhar, dos teus gestos, do teu corpo, do teu sorriso.
Tem dias que meu corpo passa pelo mundo como se fosse espectro vendo tudo como flashes de realidades que nunca vão me pertencer
Tem noites que vivo um mundo paralelo em sonhos, só para poder satisfazer meus desejos mais íntimos da paixão que me tira de órbita
Confesso que a paixão me consome, tua distância me consome, teu silêncio me consome, e a probabilidade de ser e ter um em um milhão me destrói
Confesso que não há proposta que me encante, que não há beleza que me atraia, que não há nada que me pareça valer a pena viver, experimentar porque sei que nada terá o mesmo sabor, a mesma intensidade do que poderia ter junto a ti: simplement ma passion...

Confessar é...







Todos os dias quando acordo, a vida se reafirma. 
Todas as noites quando vou dormir, meus olhos se fecham mas minha mente me leva mais longe... atravessa o tempo, o espaço, o mar, os continentes e repousa nas lembranças do teu olhar, dos teus gestos, do teu corpo, do teu sorriso.
Tem dias que meu corpo passa pelo mundo como se fosse espectro vendo tudo como flashes de realidades que nunca vão me pertencer
Tem noites que vivo um mundo paralelo em sonhos, só para poder satisfazer meus desejos mais íntimos da paixão que me tira de órbita
Confesso que a paixão me consome, tua distância me consome, teu silêncio me consome, e a probabilidade de ser e ter um em um milhão me destrói
Confesso que não há proposta que me encante, que não há beleza que me atraia, que não há nada que me pareça valer a pena viver, experimentar porque sei que nada terá o mesmo sabor, a mesma intensidade do que poderia ter junto a ti: simplement ma passion...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SOU FELIZ E TE QUERO FELIZ!

   Se me perguntam se sou feliz... basta olhar minha face. Sou muito sim! Tenho tudo que preciso para viver. O principal, meu amor pela vida em si. Sou o sorriso em pessoa. Se algo não dá certo hoje, não me abalo, amanhã dará ou caso contrário, não era para ser, pois o destino me reserva sempre algo melhor. Por isso, não tenho pressa, ando no ritmo do meu coração: o dos sentimentos. 
     Ver o sol nascer é um dos maiores espetáculos mais lindos que somos presenteados todos os dias. Contemplar a lua e perceber que por causa dela muitas coisas crescem e aparecem em muitos casos, dotados de um força sobrenatural... Admirar a imensidão do mar azul que se mistura à linha do horizonte formando uma imensa tela azul onde devido a tamanha beleza não consigo nem raciocinar e nem quero para ser sincera.
    Sou feliz e fico triste por quem não consegue ser feliz porque tem medo de viver, de sentir prazer, de se entregar para a vida. Não é fácil eu sei, mas tem que aprender a recomeçar quantas vezes for necessário para sempre seguir o caminho e fazer dos devios de rota, caminhos de descobertas que dão experiência e sabedoria.
  Aprender a sorrir mais, ser mais gentil, educado para com o outro. Saber ouvir e dar um abraço mesmo que não te peçam. Todos necessitamos de afeto, de carinho, amor de verdade.
  Sorrir me leva a enterna juventude porque nunca vejo o passado com amargura, nunca vejo o presente com rancor e sempre penso no futuro como algo que pertence ao futuro. Agora quero saborear cada segundo.

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Deixa cair a tua máscara!

 
Primeiramente  o termo persona (latim: persona/ae = máscara, figura, pessoa, etc.), foi utilizado para denominar as máscaras da tragédia grega, originária dos rituais dionisíacos, na sua chegada à Roma antiga. Depois, as máscaras serviam nas representações artísticas e serviços religiosos mais primitivos, entre outras coisas, para acentuar os traços de caráter dos personagens/deuses. Acrescenta-se ainda, que as representações teatrais eram só encenadas por homens que usavam máscaras. Além disso, elas eram usadas por um único ator para a representação de dois papéis na mesma peça; ele usava uma face na frente e outra na nuca. Também possibilitavam às pessoas acompanhar a ação cênica pelas expressões que mostravam, quando a voz do ator não conseguia alcançar toda a plateia.
Diante dessa breve explicação sobre a origem do termo máscara, vamos a definição do termo persona: serve de significante para o conjunto de caracteres comportamentais que identificam um sujeito, na sua relação com o mundo. Numa imagem mais alegórica, persona seria a máscara que o sujeito usa nos seus contatos com o outro. Para cada situação, relação utilizará uma determinada máscara, como objeto de autodefesa em que durante a comunicação, seja utilizando a linguagem verbal ou não verbal, poderá se esconder, fingindo ser alguém que não é; dessa forma, ter tempo para processar as informações e analisar o contexto todo, para depois dar um feedback de acordo com sua conveniência.
Em suma, de forma genérica é isso. 
Porém, em relação à expressão supracitada, faz referência a um comportamento do sujeito que não seria o habitual, por algum interesse ele age, de má fé, como se fosse outra pessoa de acordo com as expectativas de sua "presa", para atingir seus objetivos. Enfim, uma pessoa que não é autêntica em razão das circuntâncias.
Não estou aqui para questionar tal atitude, mas para falar sobre a complexidade do agir humano, do interagir e da necessidade de satisfazer ego.
        Cada projeto de vida, necessita de objetivos bem definidos, método para alcançá-los e a parte empírica da qual poderemos avaliar os resultados e talvez obter o resultado esperado; talvez? sim, talvez, pois durante todo o processo, pode surgir inúmeros eventos que nos façam modificar os objetivos ou descartá-los, acabando nos levando a outros rumos.
Mas há pessoas que fazem qualquer coisa para realizar seus objetivos. Se corrompem, mentem, falsificam, matam, forjam eventos etc. Entretanto, chega um dia que a casa cai, ops... a máscara cai! O ego fica tão inflado que acaba traindo o sujeito. No mundo político há muito disso. E, às vezes basta uma palavra e o seu mundo desmorona. Ou num relacionamento afetivo entre casais, em que vivem uma perfeição aparente, um uma hora acaba dando um basta e decide viver a vida de forma autêntica, sem hipocrisia e de acordo não com a imposição social, mas sim de acordo com seu coração.
Bom, este assunto é um tanto complexo que daria para escrever um tratado. Eu fico por aqui, um simples pensamento entre tantos do meu dia.

II CARTA PARA O BELLO...



Olá, mon amour!


             Hoje, acordei pensando nas palavras que usaria para significar o que sinto realmente. Meu coração é um traidor, manipulador... me leva a todo instante a um caminho que tento desviar. 
             Essa minha fragilidade diante do teu ser me leva a pensar que pareço uma montanha russa. Chego  a me dar conselhos de que não vou mais dar um sinal de vida para ti. Mas, quando vejo já é tarde. 
           Ohhhhhh! Perder o controle de minhas ações, não está no scripit. Me sinto tão perdida. Ainda mais naquele momento que te vejo... irresistivelmente sedutor; tens uma magia que me envolve de tal forma que naqueles instantes, me perco num mundo de prazeres que não há nada comparável neste mundo.
            Muitos dias são cinzas, mas quando te encontro, nada parece ter existido. A solidão, a sensação de vazio eterno, se dissipam como nuvens que encobrem o lindo e imenso céu azul.
            Bello, uma existência é muito pouco para viver uma vida sem sentir o perfume das flores, deitar-se sobre a relva e observar o por do sol. Sem  a possibidade de tocar seus lábios até a exaustão. Poder abraçar forte para que sintas teu poder, tua virilidade misturados com teu jeito maroto de ser. Essa mescla de homem-menino...
              Tu serás sempre o signo do meu desejo, as palavras de meu pensamento, as batidas do meu coração.



Milhares de beijos!


domingo, 4 de dezembro de 2011

UM SÁBADO PELO CENTRO DE MANAUS

         Ontem, depois de intermináveis 5 horas de correção de provas pela manhã, no CETAM, sai  daquele ambiente lentamente, descendo a escadaria e escutando o barulho das folhas de grandes árvores a dançarem com a suave brisa. O canto dos passarinhos. Uma sinestesia, como se me levasse a uma época remota dos velhos casarões. Lugar bucólico, mas lindo. Atravessando os grandes portões antigos, no outro lado, mais uma sensação prazerosa que curti ao máximo olhando para cada detalhe, a linda Praça da Saudade, com colunas gregas, reproduzindo um belíssmo jardim da Gécia Antiga. Respirei fundo aquele ar. Supirei sem saber o porquê... meu lado sentimentalóide estava a flor da pele. 
          Caminhei poucas quadras em uma das avenidas principais e, em seguida dobrei a esquerda e fui direto ao banco. De alguns metro de distância avistei um senhor que estava em pé segurando umas muletas; ele era alto, bem arrumado, barbeado, cabelo bem cortado... estava pedindo esmola, poxa vida! E quem não dava ele resmungava algo. Quando me aproximei dele, olhei de cima a baixo. Para mim não pediu nada e nem resmungou. Quando sai do banco, olhei em sua direção para ver se pediria algo, mas parecia que eu não existia.  Conclui que ele de repente nem precisava das muletas, era um entre tantos golpistas que há por este mundo. 
          Segui meu caminho que era o de retornar para casa. Mas me lembrei que não tinha nada na geladeira e com certeza ia me dar fome e eu não ia querer sair mais de casa. Então, fui obrigada a passar no mercado. O trajeto entre o banco e o mercado era de duas quadras, muito longo devido a burburim de pessoas que estavam com familiares fazendo as compras de Natal. Comecei a olhar as pessoas, as vitrines, as lojas, tanta alegria em suas faces. Me lembrei de um passado que encheram meus olhos de lágrimas. Saudade de montar pinheirinho, preparar uma ceia toda especial para a família. Pequenos momentos de felicidade que na velhice vão fazer parte do álbum de recordações, das memórias...
           Entrei no Carrefour, que horror de mercado muito mal organizado, abafado. Fiquei uma hora na fila esperando para ser atendida. Nisso, minha pressão baixando e algo me fazendo sentir as coisas de forma tão sensível. Foi o dia dos nós na garganta. Cena 1, falta de educação. Um homem jovem decidiu comprar um par de havaianas e não quis enfrentar a fila. Então, pediu para um homem que estava próximo de ser atendido para passar seu chinelo que custava 15 reais mas ele daria 20. Que suborno mais medíocre kkkkk. E cheio das explicações, mas nada que explicasse sua falta de educação realmente. Eu estava a 1 h ali quase desmaiando e aguentei firme para passar meia dúzia de besteiras também. O que me chamou  a atenção em sua fala é que dizia assim: "não sou daqui", não deu para perceber, quase que perguntei de qual planeta ele era. Se queria dizer que não era manoara, piorou seu caso. Só porque é branco tem que ter privilégio?! Cena 2, o valor de um desejo infantil. Um menino estava brincando com uma bola enquanto seus pais esperavam para passar no caixa suas compras. A mãe diversas vezes pegava  a bola do menino e a colocava na cesta de devoluções. O menino inconformado, pegava a bola novamente e colocava no carrinho de compras. Detalhe, o carrinho estava cheio de cervejas e refrigenrantes. Na hora de pagar tudo, o menino implorou para que levassem a bola. Mas a mãe não cedeu. Os olho dele se encheram de lágrimas e meu coração apertou. Me deu vontade de largar minhas compras e comprar a bola para ele. Mas também não sei se seria o correto, afinal aquela mãe que devia ter a sensibilidade e deixar de tomar algumas cervejas e dar a bola para o filho. Tadinho, era um menino de uns 10 anos, magrinho, via-se que era pobre. E a paixão que segurava aquela bola, parecia algo tão precioso. Fiquei pensando o quanto aquela bola transformaria sua vida se a levasse para casa. Quantas peladas iria poder jogar, quanto o seu tempo iria ser preenchido com um jogo saudável. Pequeno detalhe, brincar na infância, que pode evitar que crianças de periferias se tornem futuros marginais. Também pensei na questão do saber dizer não para um filho e assim ele aprender que nem sempre terá tudo que quer. Terá que se esforçar muito, estudar, trabalhar. Faz parte da vida o aprendizado. Finalmente, chegou minha vez no caixa.
          Sai daquele ambiente que estava me agoniando. Atravessei a faixa de segurança e fui em direção ao terminal para pegar uma lotação. Ia olhando os prédios, quando algo me chamou  a atenção. Pensei o que era aquilo meu Deus. Olhei tão rápido e algo me dizia para não olhar novamente. Senti medo. Mas minha curiosidade é algo mais forte que eu rsrrsrs. Olhei, olhei, olhei umas três vezes rapidamente, e tive vontade de vomitar. Tive vontade de largar tudo ali e sair correndo. Era um tronco pequeno de uma pessoa com pescoço e cabeça, mais nada. Tinha vida. Uma senhora negra e bem magra, no máximo 40 centímetros. Usava uma única peça de roupa, uma regata vermelha daqueles tecidos brilhosos e elásticos, bem pequena e um lenço na cabeça, em tons de azul. Não olhei mais para trás, apesar de ter tido vontade de voltar lá e conversar com ela, dar algo para comer que com certeza deveria estar com fome. Apressei meus passos antes que acontecesse algo pior, senti naquele momento que não era um bom dia. 
           Cheguei em casa e me fechei no meu mundinho das reflexões sobre a vida.


 


sábado, 3 de dezembro de 2011

NOTAS MUSICAIS



Ut queant laxis,
Resonare fibris,

Mira gestorum,

Famuli tuorum,

Solve polluti,

Labii reatum.

 Tradução: "Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos teus actos admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros".



DÓ de quem perde as esperanças
RÉ trocesso para quem passa atropelando os outros com seu egoísmo
MI lhares de oportunidades para recomeçar
FÁ zer a vida acontecer, os caminhos surgirem
SOL para brilhar, iluminar tantas vidas vazias
LÁ para cantar alegremente todos os dias que pudermos presenciar o novo amanhecer
SI ntonia das cores, dos ventos, dos mares, dos ares, dos pares que criam novas vidas

        Para toda DOença tem um REmédio que faz MIlagre, onde a FAntasia não deixa a SOLidão ficar LAmentando SIndromes de autoflagelação, autorecriminação, auto-descriminação, baixo-estima.

CARTAS DO BELO, DO BOM...BELÍSSIMO - CONFISSÕES: "OLÁ !" PARA COMEÇAR

        Tantos dias passaram e eu sempre esperando por um sinal. Até que um dia quando abro minhas mensagens, não acredito no que vi, um simples "olá!" e meus pensamentos pararam. Mirei estas três letras e meus olhos sorriram sem explicação. Que coisa! É um olá diferente por quê? Alguém sabe responder? Também não interessa... são as tais coisas que a própria razão desconhece.
           Detalhe... eu sempre observei, analisei cada detalhe da face da imagem mais linda que surgiu diante de meus olhos. Quando olhava os teus olhos na foto, pareciam que tinham vida, fixando os meus. Até hoje sinto isso.
        Agora vamos as cartas que nunca escrevi, e não me importo se serão piegas, démodé. O sentimento nunca será tão insignificante assim.


Oi querido! 

Como estás?


     Eu estou cada dia mais feliz, mesmo que só exista você nela, uma preciosidade. Todo dia penso em ti, inúmeras vezes, de diferentes formas (rsrrsrs), carinhosamente, apaixonadamente, amigavelmente, e apaixonadamente com mais frequencia. Por qual motivo? A natureza nos fez assim. O coração, parte física, por mais absurdo que pareça, responde ao estímulo de tua voz, de teu olhar. Posso sentir a tua pele grudada na minha, sua maciez, teu calor. Aquele teu sorriso lindo, perfeito. A tua boca que não me canso de admirar. Lábios carnudos, vermelhos prontos para beijar. Já beijaram muitas bocas com certeza, mas nada parecido com o que o destino realmente reservou; tenho certeza. Tudo que vieres a experimentar, será como uma deliciosa champagne. Encanta, embreaga, te seduz, faz feliz por uma noite talvez, ou apenas algumas horas. E, depois terás aquela ressaca, gosto amargo na boca, dor de cabeça e frustração porque saberás que aqueles corpos não é a alma que te pertence. 
     Entre um assunto e outro, o coração batendo, o pensamento irriquieto, pois muitas imagens de nós dois juntos dão o sinal para avançar e deixar tais assuntos, que são pretextos, para dizer de uma vez, sem medo: "preciso te ver", o melhor com certeza seria "te ter em meus braços". Quero ver teu cabelo, teu corpo inteiro, tuas mãos mexendo nervosamente porque agora a evolução do conhecermos, causa uma excitação descontrolada. Quero falar de tudo, tudo que meu desejo íntimo mandar, tudo que for preciso para o meu ser ficar tranquilo.
        Ahhhhhhhhhhhh! Bello, bellíssimo! Tu tens o poder da sedução... Vais fazer da minha vida um romance de ficção?!



Milhares de beijos e até a póxima saudade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O MUNDO DAS APARÊNCIAS

         Até uma determinada idade, vivemos no mundo das aparências sem ter consciência disso. Depois, é uma descoberta dolorida em que nos leva a desacreditar nos valores morais impostos como modelos socialmente aceitáveis.
       Até os trintas anos, o ser está relacionado ao ter, ou seja, sou aquilo que tenho. Se tenho bens, dinheiro, uma família, eu sou perfeito, sou um excelente profissional, um pai de família exemplar, competente, inteligente entre tantos outros qualificadores que não levam em conta como foi que conseguistes tudo isso e nem a que preço. Socialmente falando isso não interessa no mundo das aparências. Pode ser o maior corrupto, mau caráter, desonesto, infiel, infeliz... o que contará serão as casas decimais de zeros na conta bancária, a possibilidade de ter a família unida eternamente mesmo que uma da partes tenha morrido em vida para que esse modelo não se quebre. Se não fosse verdade, por que muitos ainda não foram presos e têm um bando de puxa sacos elogiando, defendendo? E, por que muitos ainda não se separaram antes dos trinta? Ah! E, se passam dessa idade, fica ainda mais difícil...
         Depois dos trinta, começam as reflexões sobre os próximos dez anos. É o perído do balanço. Aí já chegam os 40 e, o desespero aperta. Não  há mais tempo para perder pensando. Somos obrigados a agir e tomar decisões. O ter perdeu seu glamour, queremos ser, ser algo de verdade. Crise de consciência? Não sei! Mas a maturidade é sábia. Claro que há as exceções. Mas o normal é repensar tudo e tentar fazer tudo aquilo que não foi feito em nome de uma suposta autorealização, mas que em verdade foi realização perante a sociedade para se sentir incluso.
            Isso me leva muitas vezes a pensar em Dom Quixote que para muitos, diria 99% , é louco. Porém, eu e uma pofessora da Salamanca não acreditamos nisso não; ela chegou a fazer uma tese a respeito. Mas continuando... ele fez o balanço de sua vida prestes a morrer. Então, nem se importou com nada, quis simplesmente ser tudo aquilo que sonhara. Quis ser cavaleiro medieval, enfrentar seus monstros interiores que eram enormes pensando no tamanho dos moinhos, ter seu momento lírico ao inventar uma Dulcinéia em que a beleza estava no ato de poder amar alguém e não a pessoa em si.
       Não sei se seria o ideal destruir certos conceitos tidos como absolutas verdades para os jovens. Cada um deve ter seu próprio tempo de SER e TER. 
      Heidegger em Sein und Zeit explorou muito bem esta questão. Ele define o ente que o ser-no-mundo vai ao encontro na ocupação de instrumento, de ‘ser-para’, devido ao seu caráter de serventia e manualidade. Até que um dia isso acaba causando um conflito interno tão sufocante em determinadas pessoas que acabam literalmente chutando "o pau da barraca". E decidem ser autenticamente felizes. Sem reprodução de modelos, sem aparências...
            Ou a própria idade, lá pelos 60 anos em diante se encarrega disso. Aí, só vivendo até os 100 para poder aproveitar mais uns 40 sem medo de ser feliz.