Primeiramente o termo persona (latim: persona/ae = máscara, figura, pessoa, etc.), foi utilizado para denominar as máscaras da tragédia grega, originária dos rituais dionisíacos, na sua chegada à Roma antiga. Depois, as máscaras serviam nas representações artísticas e serviços religiosos mais primitivos, entre outras coisas, para acentuar os traços de caráter dos personagens/deuses. Acrescenta-se ainda, que as representações teatrais eram só encenadas por homens que usavam máscaras. Além disso, elas eram usadas por um único ator para a representação de dois papéis na mesma peça; ele usava uma face na frente e outra na nuca. Também possibilitavam às pessoas acompanhar a ação cênica pelas expressões que mostravam, quando a voz do ator não conseguia alcançar toda a plateia.
Diante dessa breve explicação sobre a origem do termo máscara, vamos a definição do termo persona: serve de significante para o conjunto de caracteres comportamentais que identificam um sujeito, na sua relação com o mundo. Numa imagem mais alegórica, persona seria a máscara que o sujeito usa nos seus contatos com o outro. Para cada situação, relação utilizará uma determinada máscara, como objeto de autodefesa em que durante a comunicação, seja utilizando a linguagem verbal ou não verbal, poderá se esconder, fingindo ser alguém que não é; dessa forma, ter tempo para processar as informações e analisar o contexto todo, para depois dar um feedback de acordo com sua conveniência.
Em suma, de forma genérica é isso.
Porém, em relação à expressão supracitada, faz referência a um comportamento do sujeito que não seria o habitual, por algum interesse ele age, de má fé, como se fosse outra pessoa de acordo com as expectativas de sua "presa", para atingir seus objetivos. Enfim, uma pessoa que não é autêntica em razão das circuntâncias.
Não estou aqui para questionar tal atitude, mas para falar sobre a complexidade do agir humano, do interagir e da necessidade de satisfazer ego.
Cada projeto de vida, necessita de objetivos bem definidos, método para alcançá-los e a parte empírica da qual poderemos avaliar os resultados e talvez obter o resultado esperado; talvez? sim, talvez, pois durante todo o processo, pode surgir inúmeros eventos que nos façam modificar os objetivos ou descartá-los, acabando nos levando a outros rumos.
Mas há pessoas que fazem qualquer coisa para realizar seus objetivos. Se corrompem, mentem, falsificam, matam, forjam eventos etc. Entretanto, chega um dia que a casa cai, ops... a máscara cai! O ego fica tão inflado que acaba traindo o sujeito. No mundo político há muito disso. E, às vezes basta uma palavra e o seu mundo desmorona. Ou num relacionamento afetivo entre casais, em que vivem uma perfeição aparente, um uma hora acaba dando um basta e decide viver a vida de forma autêntica, sem hipocrisia e de acordo não com a imposição social, mas sim de acordo com seu coração.
Bom, este assunto é um tanto complexo que daria para escrever um tratado. Eu fico por aqui, um simples pensamento entre tantos do meu dia.
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