domingo, 30 de outubro de 2011

VIVER SEMPRE


Nasci para descobrir a vida...

Na infância um mundo de sensações, sem noção de espaço e tempo.
Qualquer lugar era distante.
Qualquer minuto era uma eternidade.
Perdia horas e horas olhando para o infinito céu, maravilhada com seu azul e as formas que algumas nuvens brancas tinham segundo minha percepção. Sempre vi perfis?!
O mundo lúdico era a leitura, calcular, desenhar... Gostava de brincar na rua quando minha mãe deixava; era raro. Isso que naquela época não tinha a violência de hoje em dia, nem muitos carros que pudessem nos atropelar. E, sempre as brincadeiras que eram verdadeiros desafios... tinha que sempre vencer, mas também queria que os outros ganhassem. Sensação ruim sempre ganhar, ficava sem graça a brincadeira.
Na adolescência descobri primeiro beijo, a primeira paixão, a primeira mentira. Aprendi  que a Psicologia é uma arma e a Psicanálise, o tiro. Entre Kafka e Neruda, meus sentimentos rebelavam-se. Mas sem dúvidas, a poesia, o lirismo venceram.

Cresci para encontrar o amor...

Em cada palavra um soneto, em cada discurso um signo, em cada ato de fala um significado, em cada declaração uma entonação. Vozes ativas ou passivas, tanto faz... foram vozes ao vento porque não eram a voz do meu coração.
Conjugar os verbos, errar a pontuação... jamais; nunca gostei de saber de passado, presente e futuro, nem dos modos agora, talvez,... do mundo da “certeza”, das probabilidades etc. Sempre fui boa em colocar o ponto final e usar o de interrogação, e o coitado da exclamação, me perdoe é difícil algo me surpreender.
Caminhando ou flutuando pelo mundo a fora vou. Às vezes paro durante o percurso que também não sei qual é o destino, me sento pelo cansaço ou simplesmente pelo prazer de parar e contemplar a natureza. Tanto faz se a estrada é de terra e sol escaldante ou se é verdejante e tenha uma boa sombra de uma árvore. Sei que no final sempre tem um arco-íris me esperando.
E, quando menos esperar vou fazer uma surpresa... o amor vai olhar ao redor e ficará desesperado se perguntando “onde foi quem me procura?” Vou olhar dentro de seus olhos e sussurrar: “estou dentro de você, agora somos um”.

Estou pronta para dar algumas respostas da vida
Estou pronta para cantar
Estou pronta para dançar
Estou prontaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Estou prontaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Estou prontaaaaaaaa
Estou pronta
Agora não, por favor! Só mais um pouquinho...
Eu amo a alegria de viver, sorrir e, partir quando for extremamente necessário...

sábado, 29 de outubro de 2011

OS CINCO SENTIDOS DO AMOR… O NENHUM SENTIDO DA PAIXÃO


Quando olhamos algo mais de uma vez... é um perigo; quando olhamos pela segunda vez, nos chamou atenção; quando olhamos pela terceira vez, nos encantou; quando olhamos pela quarta, quinta ...., inúmeras vezes estamos perdidos. Nos perdemos em algum momento e nem percebemos. Quando isso acontece é tarde... o pobre coração bate mais, muito mais do que está acostumado a bater.
Quando tocamos a pele e sentimos o calor, a maciez como se fosse nosso eterno aconchego, desejamos nos cobrir envolvidos pelos abraços apertados que colam os corpos.
Quando estamos neste estágio conseguimos até sentir o cheiro daquele que nos despertou os cinco sentidos. Mesmo estando distante. O cheiro da pele peculiar que atrai com sei cheiro tão eu...
Quando beijamos sentimos o gosto que vai se intensificando a medida que os beijos vão multiplicando-se e explorando cada região geográfica do corpo amado.
Quando escutamos o som do amor, as palavras já não fazem mais sentido; a linguagem não verbal é universal, sem fronteiras, fácil de decifrar.
Olhar, tocar, sentir, cheirar, respirar, ouvir...
Olhos, pele, boca... meus pensamentos, teus pensamentos, nossos pensamentos: desejo desesperadamente te ter, de qualquer jeito, a qualquer instante!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FECHADO PARA BALANÇO...


Há dias que me fecho, me calo, não vejo, não escuto. Preferiria ser muda, cega e surda. Mas pensando bem... é melhor ter tudo funcionando e muito bem. E, poder quando desejar se resguardar ou como digo muitas vezes: fechar para balanço. Refletir com mais propriedade sobre o rumo da vida, das escolhas que temos de fazer e, infelizmente nem sempre podemos escolher a hora, o momento adequado para tal decisão. E, acabamos tendo sorte quando dá certo.
São dias mais cinzas em que fazemos uma retrospecção de fatos e atos que se perdem no passado, mas influenciam no presente mesmo fazendo força para que não interfiram.
É o filme feito de flashbacks. E, depois de rever milhares de vezes estas sessões bate um desespero pela vida. Uma ânsia de viver um verdadeiro carpe diem, mas humanamente insensato. Embora, depois de um certo tempo de vida neste mundo, isso seja irrelevante. Até porque só temos uma vida para viver. E, por isso, melhor viver intensamente para termos histórias para contar na velhice. Dependendo da quantidade, ainda vamos poder evitar o Alzheimer.
E sinceramente... EU VIM PARA ESTA VIDA PARA SER FELIZ... o resto que se exploda.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DIALOGAR FAZ BEM À ALMA


Há situações em que as palavras não dão conta de expressar o que sentimos. Outras vezes, entretanto, é melhor nem dizer nada; simplesmente calar-se.
Temos medos de falar o que realmente sentimos ou saber que será em vão, ou ainda, que não seja, de repente, uma atitude acertada.
De qualquer modo, a experiência ensina que há certos discursos que já sabemos seu início, meio e fim, e não há nada a ser feito, porque simplesmente é padrão.
As palavras são fortes ou estéreas, pois depende da intenção do ato de fala por parte do enunciador, do significado do enunciado e do poder de codificação do receptor. Um tanto complexo essa interação...
As palavras qualificam, esteriotipizam, classificam, marginalizam ou glorificam, valorizam etc. uma pessoa.
Atualmente, prefiro me calar, não explicar coisas tão óbvias para mim que nem ligo se não o são para o outro, porque se não consegue entender é porque não quer ou não consegue. E, nestes casos, demonstra falta de sensibilidade. Dois problemas de ordem que sofrem interferência de vários fatores relacionados ao mundo dos relacionamentos sócio-cultural-afetivos.
É claro quem nada melhor que dialogar no intuito de acertar as arestas, encontrar um denominador comum, enfim, tentar entender como as coisas funcionam e de que forma podemos contribuir para que isso ocorra de forma plena e satisfatória para os envolvidos. Em suma, tentar saber realmente o que o outro pensa e se o que certos atos que praticamos  magoa ou  vai magoar alguém.
O melhor seria se fossemos mais cautelosos em nossas ações e não usássemos palavras que magoassem.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

COME ON NOW


Não tenho insônia, tenho pensamentos a vagar em busca de respostas para minha alma incrédula.
Não tenho insônia, tenho um desejo que me consome e não sei o que fazer para que ele não faça de mim sua escrava.  
Não tenho insônia, tenho uma razão que tenta, tenta passar por cima de meus sentimentos. Mas eles estão mais fortes que o poder de todos os deuses reunidos do Olimpo.
Fecho os olhos e não consigo dormir. Preciso urgentemente explicar o inexplicável, como se isso fosse possível...
Basta dizer come one e tudo deixa de existir, nada mais importa... pareço um Naja a dançar ao som da flauta. Ao mesmo tempo um turbilhão de certos e errados perpassa minha mente em tal velocidade que me deixo levar pelas veredas da sedução.
Insônia... falta de sono...
Não tenho insônia... Não tenho certeza do que fazer...
Quando imagino a possibilidade de atravessar o tempo, transpor o espaço e chegar bem perto dos olhos que me olham, da boca que preciso beijar, do corpo pelo qual quero ser envolvida... Ah! Minha querida Afrodite, tende piedade desta insignificante mortal.
Por que ser assim? Pela metade? Ou ao melhor, só uma amostra do que é energia vital desta natureza que faz uma existência sucumbir em lembranças de pequenos detalhes que são enormes eventos para um ser que está desprovido de sua alma, pois essa, já não lhe pertence mais.
Não tenho insônia...
Tenho medo de dormir...
Tenho medo de nunca mais acordar e achar que tudo é simplesmente surreal.