domingo, 16 de outubro de 2011

Através de relatos e observações sobre relacionamentos, descobre-se que o ato de trair é encoberto pelo sentimento do ciúme doentio.


A racionalidade humana é algo complexo, mas ao mesmo tempo muito frágil. Nota-se isso, quando a questão é relacionamento afetivo que tem certos caracteres de comportamento padrão bem óbvios. Pode ser que um olhar leigo não os enxergue, mas se prestarmos atenção, a fórmula é a mesma em determinados casos como o do ciúme exacerbado que tem por trás com certeza baixo estima e infidelidade.
Há parceiros que reclamam do ciúme doentio do outro, sendo que quando acaba a relação, na maioria das vezes se descobre  que tal sentimento se explica porque simplesmente foram criados objetivos em torno da convivência e comportamentos que julgam ser a solução para que a pessoa amada não rejeite o verdadeiro eu de seu parceiro. Tendo assim, uma aparência falsa do relacionamento perfeito. Esse esforço é em vão porque conhecemos e nos apaixonamos pelas pessoas já no primeiro contato, na maioria das vezes, com todos os seus defeitos (inconscientemente, id). Depois, com a racionalização e crença de que tudo deve ser perfeito, afinal o ser humano é “a criação perfeita”, comete o erro de tentar mudar o comportamento do ser amado. Muitas vezes para não se sentir inferiorizado. Então, começam as auto sabotagens, sublimações, racionalização de fatos e atos que não há explicação para o sentimento tão frágil que é o amor, mesmo sendo ele capaz de mover montanhas, nos tornar super-heróis, imortais...
O segundo erro, equívoco é achar que o ciúme exagerado do outro é prova de amor. Que somos o mundo do outro. Na verdade, é o reflexo do medo que o outro faça o que se faz de mais cruel num relacionamento: traição. Sem dúvida, há vários argumentos, motivos para explicá-la; mas, compreender e aceitar, é um tanto difícil. Geralmente os traidores juram amor eterno, juram morrer se forem abandonados ou matar o outro que o deixar. Pessoas egoístas, que de alguma forma ou de outra através da vingança tentam se livrar do sentimento de rejeição que muitas vezes só há em seu mundo irracional. São tão cruéis que acabam traindo e mentindo para si mesmos, vivendo uma realidade paralela e criando verdades em um mundo de fantasias. A traição seria uma arma de defesa para que a qualquer hora ao se sentir ameaçado, já teria a sua disposição uma vingança pronta para mostrar ao outro seu “poder”. E, o pior é que muitas vezes faz o outro se sentir culpado por algo que nunca existiu de verdade. E, com os anos uma relação desse tipo vai acabando em tristeza, rancores, sensação de perda de tempo que é tão precioso nesta vida tão passageira.

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