quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DIALOGAR FAZ BEM À ALMA


Há situações em que as palavras não dão conta de expressar o que sentimos. Outras vezes, entretanto, é melhor nem dizer nada; simplesmente calar-se.
Temos medos de falar o que realmente sentimos ou saber que será em vão, ou ainda, que não seja, de repente, uma atitude acertada.
De qualquer modo, a experiência ensina que há certos discursos que já sabemos seu início, meio e fim, e não há nada a ser feito, porque simplesmente é padrão.
As palavras são fortes ou estéreas, pois depende da intenção do ato de fala por parte do enunciador, do significado do enunciado e do poder de codificação do receptor. Um tanto complexo essa interação...
As palavras qualificam, esteriotipizam, classificam, marginalizam ou glorificam, valorizam etc. uma pessoa.
Atualmente, prefiro me calar, não explicar coisas tão óbvias para mim que nem ligo se não o são para o outro, porque se não consegue entender é porque não quer ou não consegue. E, nestes casos, demonstra falta de sensibilidade. Dois problemas de ordem que sofrem interferência de vários fatores relacionados ao mundo dos relacionamentos sócio-cultural-afetivos.
É claro quem nada melhor que dialogar no intuito de acertar as arestas, encontrar um denominador comum, enfim, tentar entender como as coisas funcionam e de que forma podemos contribuir para que isso ocorra de forma plena e satisfatória para os envolvidos. Em suma, tentar saber realmente o que o outro pensa e se o que certos atos que praticamos  magoa ou  vai magoar alguém.
O melhor seria se fossemos mais cautelosos em nossas ações e não usássemos palavras que magoassem.

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