Sempre tentei acreditar no amor.
Na infância, sem dúvida, os contos de fadas é um mundo de fantasias que nos maravilha. Mas, não sei explicar, já sentia algo estranho naquelas histórias aparentemente tão perfeitas.
Depois, durante e após adolescência, só desilusões fizeram parte do meu percurso. Tenho a sensação que meu coração se tornou uma pedra. Mas, eu nunca desisti de acreditar que o amor existe sim. Só que pertence a um grupo seleto. Não sei até hoje, quais são os critérios, características destes sortudos. Também nem quero saber mais. Daqui pra frente, o que vale a pena mesmo é viver e ter momentos de felicidade. Claro que lá no fundiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinho, se o amor resolver chegar, será bem recebido. Serei capaz de fazer uma festa em sua homenagem.
Também tem algo que complica... o que realmente é amar de verdade? Há tantas formas... sem fórmulas.
Acredito que também deve ser cultivado a cada instante. Através de palavras que nunca devem ser ditas, através de palavras que devem ser ditas como reflexo do que realmente sentimos, de atos inesperados, inusitados que surpreendam a pessoa amada. Que a façam sentir única, especial.
Ah! Nunca devemos pensar muito não, porque isso atrapalha e acabamos não dando chance para ele chegar. Às vezes, sinto que ele tenta chegar de mansinho, meio sem jeito, envergonhado até, mas minha desconfiança é tanta que isso não me pertence que logo que ele decide brilhar eu fecho a porta e tranco as sete chaves. Como uma autosabotagem, medo de ser feliz ou de sofrer em vão. Dicotomias do ser... Sofrer, sofremos por não ter algo ou por ter tido algo que não deu certo, só nos frustrou.
Mas isso faz parte da vida... vamos em frente, pensando, sonhando, desejando, existindo...
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