domingo, 5 de maio de 2013

LER SEM PRECONCEITOS




       A leitura me leva a caminhos que muitas vezes nunca imaginara existirem. Desde os 3 anos de idade leio. Meu primeiro livro "Castelo de Cristal" (conta a história de um menino chinês que foge de casa e se perde numa floresta perigosa e depois retorna...) ganhei aos 4 anos de idade. Li tantas vezes que ele ficou usadinho. Fiz até um sumário no verso da preâmbulo. Tenho ele até hoje. O tempo foi passando e eu sempre lendo. Muitos gibis; cheguei a ter uma coleção, mas um dia inventei de emprestar e nunca mais voltou. No início da adolescência, li muito Aghata Cristie, Julia e outros de romances dramáticos, porém com final feliz. Aos 16 para o vestibular li toda coleção do Machado de Assis, José de Alencar entre outros tantos que constavam na lista obrigatória da UFRGS. Também muitos de Filosofia, Sociologia, História, História da Arte e biografias de artistas. 
        Quando entrei na Universidade meu mundo literário foi maravilhoso. Sensação que só quem é leitor compulsivo sabe exprimir. Lá só teve um pequeno conflito entre professores inteligentes e  intelectuais a respeito do que é Literatura ou não,  do que é Literário ou não,  mas o que é normal; e isso me ensinou mais uma vez que o mais importante é ler. Até mesmo as rotuladas obras de senso comum, pois como criticar algo sem conhecer. Um dia, um doutor em Literatura, em um seminário de Letras, chamou em público um colega de burro porque lera Paulo Coelho. Eu confesso que nunca lera até então; também porque tinha uma visão preconceituosa e  economicista de neurônio. Sim; só lia aquilo que eu acreditava na época que era o suficiente para ampliar o Conhecimento. Entretanto, no final do curso, em Ética, aprendi mais uma lição,  uma vez que meu professor, não renomado como o outro, mas doutor também, exigiu a leitura de Paulo Coelho.  Na época, me senti revoltada, ia ter que fazer algo contra meus princípios, algo que aparentemente não pertencia ao mundo intelectual. Acabei lendo, achei meio sem graça "O demônio e a Senhorita Prym". Hoje, após inúmeras reflexões e leituras de críticas, adicionei Paulo Coelho no meu Facebook e consigo ver sua atualizações, seus escritos, comentários ...  E curto muitas coisas que ele escreve.
          Agora acredito que o importante é o ato criativo de um escritor. E, este ato terá êxito quando despertar o interesse pela leitura no maior número de pessoas. Caso contrário, a leitura seria só elitizada e para uma minoria em uma sociedade moderna que necessita de pessoas cada vez mais  aptas e rápidas para encontrar soluções (raciocínio lógico rápido) que só se obtém através de muita, mas muita mesmo, leitura de tudo. Quanto mais se lê, mais se compreende a linguagem e seus signos, significantes. Automaticamente, o raciocínio ajuda na construção do saber, discernir e escolher a melhor opção para determinada situação em determinado momento; pois tudo sofre transformação, necessitando de ajustes. 
            O nosso cérebro é um processador potentíssimo que quanto mais informações, mais respostas nos fornecerá. E só a leitura, em seu sentido lato e sensu, viabiliza isso.
                 Enfim, o mundo da leitura é mágico, terapêutico e saudável.

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