Na infância, vivenciamos coisas inusitadas que só uma mente fatasiosa pode realmente criar, propiciar mundos paralelos em que a criança aprende a comparar a realidade com o surreal. É nesta fase que o mundo das descobertas aflora nossa imaginação. E, somos capazes de sentirmos um turbilhão de sensações inexplicavelmente prazerosas na realização de coisas simples.
Quem não adorava brincar de esconde-esconde, cirandas, 7 Marias... até as pedrinhas que machucavam a mão serviam, jogar bolita que a cada acerto era uma felicidade, bafo estudando técnicas de virar as cartinhas, pular sapata e não pisar no inferno... chegar ileso ao céu, telefone-sem-fio que nunca dava certo, gata-cega que sempre acabava espiando, polícia-e-ladrão que por incrível que pareça era mais emocionante ser ladrão, morto-vivo que é um sobe levanta que deixa qualquer um mais morto do que vivo, mamãe-posso-ir em que os passos sempre eram pra frente mesmo tendo que voltar... Os jogos de dados, o tal do general, as varetas, o dominó, dama, xadrez, banco imobiliário e o mais divertido: War – aquele que nos fazia sentir o mais forte e inteligente general do mundo. E a melhor de todas... fazer cabaninha no quarto... que saudades!!!! Melhor ainda era fazer embaixo da cama, sei lá o porquê... mas era mágico.
Hoje, com a informática e joguinhos eletrônicos se perdeu muito destas descobertas; nada contra, mas o ideal seria aliar as duas na formação lúdica das crianças.
Ninguém morreu por andar de pés descalços, tomar banho de chuva e se embarrar, ficar exposto ao sol correndo... entre tantas outras coisas que fizeram parte da infância de gerações anteriores.
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