Na era do consumismo, nada mais normal que os sentimentos sejam voláteis. Embora, muitos românticos como eu, ainda resistam em acreditar que o mundo pode ser compartilhado de forma igualitária e que a compaixão existe, que o amor é o maior presente, que a vida é o bem mais pecioso e que a verdade está acima de tudo.
No mundo em que se acredita que tudo tem um preço, tudo se compra acaba destruindo o que há de mais verdadeiro neste mundo, a realidade. A realidade não é bem assim. A realidade mostra pessoas em busca de afeto, de palavras sinceras, de amizades, de calor humano, e até mesmo de almas gêmeas (criação de inúmeros sites de relacionamentos). As pessoas têm vergonha de sentir, de amar, de se expor por acharem que serão ridicularizadas. Embora, isso seja comum a qualquer ser humano, pois nunca conheci alguém que não sofrera por amor ou está a procura de um.
Quem não sofreu vendo o "E o vento levou", quem não chorou em "Love history"... quem não sentiu a dor representada na ficção que retrata a realidade... pois bem, assumir o lado frágil na era do homem de ferro é assumir ser sensível, ter alma... não valorizar o ter, mas ser algo de verdade que não seja somente aparência.
Pessoas até podem ser compradas, mas sentimentos não. A questão é: se quem compra está pronto para pagar o preço do desprezo e quem se vende está pronto para pagar o preço da eterna humilhação, submissão? Este tipo de relacionamento é um tanto doentio, mas em certas culturas até que dá certo. Por isso, sem comentários. Tudo é muito complexo quando se trata de relacionamento.
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